EcoSP discute sustentabilidade e gestão de resíduos na construção civil

Quem conhece o japonês ‘conceito Mottainai’? De forma muito resumida, o Mottainai defende que nada deve ser desperdiçado, mas sim reciclado, respeitando assim os recursos naturais. O tema será abordado dentro da programação da sétima edição do Encontro Ambiental de São Paulo (VII EcoSP), que acontece nos dias 23 e 24 de abril, no Novotel Center Norte, na capital paulista. Promovida pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), a atividade consolida-se como importante fórum de debates sobre desenvolvimento sustentável.

De acordo com a Consultora de Sustentabilidade, Tiemi Yamashita, o primeiro passo para a sustentabilidade é aproveitar os recursos existentes. “É preciso entender qual é o valor das coisas, entender o que temos, reconhecer toda a cadeia existente para que aqueles recursos cheguem até nós. A partir do reconhecimento do valor das coisas é possível enxergar o desperdício, é possível reconhecer como estamos desperdiçando os recursos”, explica. Para esclarecer o conceito, Tiemi divulga os chamados 3Rs: Reduzir, Reciclar e Reutilizar.

Com a palestra “Mottainai – Conceito de desperdício: Uma nova leitura de sustentabilidade na pratica”, no dia 23 de abril, às 16h30, Tiemi Yamashita pretende disseminar o conceito e proporcionar aos presentes uma reflexão sobre o desperdício nos serviços de engenharia. Para a consultora do TEIA Projetos Sócio Ambientais, os engenheiros pensam em processos e sistemas e quanto mais informações tiverem sobre desperdício, mais fácil será reverter esse quadro.

Já no segundo dia do VII EcoSP, a Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção (Abrecon) apresentará a palestra “Gestão inteligente dos resíduos da construção civil e demolição: Problema transformado em oportunidade”, às 17h. Conhecida por ser uma indústria que desperdiça recursos naturais e gera muito entulho, a construção civil necessita passar por uma mudança de cultura.

De acordo com Hewerton Bartoli, diretor da Abrecon, o modelo de construção civil em voga no Brasil é o mesmo há muitos anos e as novidades tecnológicas ainda não interferem significativamente na obra em si. “O engenheiro está acostumado a trabalhar com o concreto e alvenaria. Existe ainda muita resistência, não apenas na adoção de práticas sustentáveis mas também na utilização de novos materiais”, explica Bartoli.

Em sua apresentação, ele irá abordar a reutilização de resíduos que comumente são descartados de forma incorreta e acabam onerando o cidadão, uma vez que a prefeitura é que arca com a reparação dos danos ambientais, com o assoreamento dos rios. Ao reciclar os entulhos e restos de obra, os resíduos são transformados e voltam para o mercado, aumentando a economia e desonerando o setor. “Quem vai realmente resolver a questão da destinação dos resíduos da construção é a Engenharia e o poder público”, avalia Bartoli.

Sobre o EcoSP – Resultado do Eco Vale, realizado por quatro anos na cidade de Taubaté para discutir as questões ambientais da região do Vale do Paraíba, o EcoSP firma-se como importante fórum de debate na busca de soluções para uma sociedade sustentável e justa. A iniciativa integra o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” – lançado pela FNE em 2006 e atualizado em 2009, cuja plataforma pensada para o País defende a retomada do crescimento econômico com preservação do meio ambiente e inclusão social. O encontro, sem fins lucrativos, pretende também atuar fortemente na busca de soluções para a preservação do meio ambiente e a superação das desigualdades sociais no País, influenciando as políticas públicas por meio de parcerias, compartilhamento de ideias e iniciativas com outras organizações.

VII ECOSP
23 a 24 de abril de 2015
Novotel Center Norte, avenida Zakii Narchi, 500, Vila Guilherme, São Paulo / SP
Site: www.ecosp.org.br

Fonte: Revista Ecologico

Postado por: Solixx – Soluções Ambientais | www.solixx.com.

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