Liderar uma nova sustentabilidade global

Entramos numa nova era. Os humanos passam a ser os agentes vitais do sistema da vida na terra. A possibilidade de desastres planetários está estabelecida. Vivemos num planeta antropocêntrico. São três os pontos essenciais dos limites ultrapassados pela humanidade: mudanças climáticas, diminuição da biodiversidade e mudanças no ciclo global do nitrogênio.

Nos últimos 10 mil anos, não há evidências de que o ser humano houvesse alterado o sistema natural da terra. Entretanto, depois da revolução industrial, e do crescimento populacional e da modernidade de produtos, entramos numa questão fundamental: “quais são as áreas não negociáveis no planeta, as quais a humanidade precisará respeitar, sob o risco de não destruir, ou de criar catástrofes, que fariam o planeta regressar aos movimentos de milênios atrás.”

Os limites, e as fronteiras planetárias estão em: 1) qual a escala humana de ações em relação à própria capacidade da terra as suportar. Como associar o bem estar humano a uma agenda ambiental econômica. 2) Desenvolver o entendimento sobre o processo sistêmico essencial da terra, significa o estudo do sistema científico da terra, em consonância com a ciência da sustentabilidade. 3) Qual a resiliência e a própria autorregulamentação dos sistemas vivos.

Precisaremos compreender a forma autônoma com a qual o sistema planetário atua de forma não linear. Precisaremos interpretar a biofísica e o seu espaço biofísico. Saber a regra do jogo do planeta e como o empreendimento humano se relaciona com ele, ou dentro dele.

As fronteiras das mudanças climáticas exigirão estudos complexos e interdisciplinares, incluindo a manipulação global da água e do seu ciclo afetando a biodiversidade. Uma das propostas científicas implica em que não mais do que 15% das áreas livres de gelo no planeta sejam usadas para a agricultura. Hoje cerca de 12% da superfície planetária está sob cultivos. Adicionar mais 3 pontos percentuais nisso, equivale a 400 milhões de hectares.

O mundo não poderá sustentar a taxa de perda de espécies na biodiversidade sem enfrentar colapsos funcionais. Poluição química, mudança climática, acidificação de oceanos, corrosão de ozônio na estratosfera, ciclo do nitrogênio alterado, ciclo fosfórico, uso global da água doce, mudanças no sistema de terras, perda da biodiversidade, aerossol na atmosfera, são esses os 10 limites e limiares a serem estudados, controlados e administrados pela humanidade doravante. Já invadimos três deles, a mudança climática, o ciclo do nitrogênio e a perda da biodiversidade.

Os estudos asseguram que nenhum desses aspectos pode ser transgredido por longo prazo, sem colocar em risco toda a humanidade. As cabeças da nova liderança na terra serão cada vez mais determinadas para uma liderança global da sustentabilidade.

Fonte: UOL

Postado por: Solixx | www.solixx.com.br

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